segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Ainda a dor da chibatada
Antônio Isair da Silva 
poeta juizforano
(jornal do poeta)

Minha vó era negra de fazenda
e meu avô fez dela sua amante.
Meu pai nasceu em meio a essa contenda,
filho bastardo...nada relevante.

Órfão de pai e mãe. Que coisa horrenda!
analfabeto- uma vida humilhante!
Lutou com amargura asas tremenda;
Mas, para os filhos, foi muito importante.

Hoje me escondo atrás da pele branca
com sangue de uma raça livre e franca,
mas continua a ser discriminada.

Jornalista- poeta conhecido,
mas, quando vejo um negro preterido,
ainda sinto a dor da chibatada.
(poesia premiada em Matias Barbosa)

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