quinta-feira, 27 de abril de 2017

Ode a umas flores amarelas


Contra o azul movendo seus azuis,
o mar, e contra o céu,
umas flores amarelas.


Outubro chega.


E ainda que  seja
tão importante o mar desenvolvendo
seu mito, sua missão, seu fermento,
explode 
sobre a areia de ouro
uma só 
planta amarela
e se amarram
teus olhos à terra,
fogem do magno mar e seus batimentos.


Pó somos, seremos.


Nem ar, nem fogo, nem água
e sim
terra
só terra
seremos
e talvez
umas flores amarelas.

Pablo Neruda

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